Governança

Ninguém valida o próprio trabalho

A imparcialidade de uma certificadora não se sustenta em boa vontade. Aqui ela é estrutural: seis papéis distintos, com incompatibilidades verificadas pelo sistema a cada ação.

Papéis

Quem faz o quê — e o que não pode fazer

A coluna da direita é a que importa: é nela que mora a imparcialidade.

dono_padrao

Dono do padrão

Define o método, os critérios e mantém o registro.

Não decide selo individual nem verifica caso concreto.

verificador

Verificador

Analisa a evidência de forma independente e emite parecer técnico.

Não prepara o pedido que analisa e não decide a emissão.

certificador

Certificador

Decide sobre a emissão do selo com base no parecer.

Não produz a evidência nem executa a verificação.

provedor

Provedor

É o dono da área sob preservação; cadastra e documenta.

Não valida a própria área.

originador

Originador

Estrutura instrumentos financeiros sobre áreas já registradas.

Não certifica nem valida o lastro que utiliza.

admin

Administração

Opera a plataforma e cuida da infraestrutura.

Não decide certificação — operar o sistema não dá poder sobre o mérito.

Controles

O que torna a regra difícil de burlar

Quatro mecanismos que operam em toda transição do registro.

  1. 01

    Segregação imposta pelo código

    A incompatibilidade entre preparar e verificar não é uma diretriz de manual: é checada pelo controle de papéis a cada ação. Sem o papel exigido, a operação não acontece.

  2. 02

    Cadeia de custódia encadeada por hash

    Toda mutação relevante gera um evento com autor, papel, data e hash do evento anterior. Alterar qualquer ponto do histórico quebra a corrente e fica detectável na verificação.

  3. 03

    Sequência verificável de ponta a ponta

    Os eventos são numerados em sequência contínua. Um evento removido deixa um buraco que a verificação de integridade acusa — apagar rastro não é uma opção silenciosa.

  4. 04

    Decisão sempre atribuída

    Não existe decisão anônima no registro: toda emissão, validação e recusa fica ligada a quem decidiu e sob qual papel.

Nenhum controle técnico substitui supervisão humana competente. O que a arquitetura garante é que um desvio deixe rastro detectável — não que ele seja impossível.

Auditar por conta própria

A cadeia de custódia é pública. Verifique um selo e percorra o histórico evento a evento.